Soure na Ilha do Marajó, uma viagem surpreendente

Em nossa viagem à Amazônia, ficamos encantados com o Estado do Pará! Estado de belezas naturais incríveis, com praias de água doce de tirar o fôlego! Já tínhamos nos encantado com Alter do Chão ( clique aqui para conhecer mais sobre uma das 10 praias mais bonitas do Brasil), e a Ilha do Marajó não podia ficar de fora dessa viagem. Também sabemos que a Ilha do Algodoal é incrível e ainda iremos para conhecer!

A Ilha, como já esperado por ser o maior arquipélago fluviomarinho do mundo, é gigantesca e tem muita coisa linda pra se ver. Mas escolhemos ficar pela maior e mais famosa cidade da Ilha – Soure.

Chegando em Soure

Para chegar em Soure, saindo de Belém, há basicamente duas boas opções para quem vai sem carro, saindo do Terminal Hidroviário de Belém, que fica ao lado da Estação das Docas. Para quem vai com carro, a saída é de outro terminal, que fica em Icoaraci. Para as opções sem carro existe o catamarã que chega em 2h direto em Soure e depois segue para Salvaterra, as embarcações tem ar condicionado e bancos reclináveis e o valor foi por volta de R$ 50 (em julho/2017) e existe o barco normal que desce em Salvaterra, esse leva por volta de 3h30 e de Salvaterra é necessário pegar uma van ou táxi para Soure mas custa por volta de R$ 20,00. Nós optamos pela lancha rápida, principalmente para economizarmos tempo e aproveitarmos melhor a Ilha. Nesse post aqui do matraqueando tem mais informações sobre a viagem de barco:

Dica importante: É muito difícil (quase impossível) conseguir passagem na hora, vá um dia antes para comprar suas passagens. Nós chegamos bem cedinho para comprar passagem pro dia seguinte e mesmo assim pegamos os últimos 3 lugares da embarcação da manhã. E não dá pra comprar on-line pela maioria das empresas, somente pela Tapajós. Então programe um dia pra chegar em Belém, aproveitar a capital paraense, tomar uma boa Amazon Beer e deixe para seguir para a Ilha no dia seguinte. As embarcações partem para a Ilha por volta de 8h e retornam as 14h, chegando em Belém entre 16h e 17h.

Hospedagem em Soure

Chegando em Soure, precisamos pegar um taxi até o nosso hostel e os valores de táxi lá são tabelados, então não adianta tentar negociar muito. Ficamos hospedados no Hostel Tucupi, com o Sérgio! É o único hostel da Ilha, ele ainda está no começo mas já está com uma estrutura bem bacana. O café da manhã é delicioso, com suco de frutas naturais e queijo de búfala todos os dias e ele possui mosquiteiros em todas as camas, algo muito muito importante no Marajó, foi o lugar que mais fui picada em toda a minha viagem pela Amazônia.

Ele também tem a opção de redário (bem comum na Amazônia) e custa metade do preço para dormir do lado de fora na rede, também com mosquiteiro!!! o que garante a sua noite tranquila!

Além disso o Sérgio é super acessível e solícito! Super recomendamos essa opção para aqueles, que assim como nós, gosta do ambiente e de se hospedar em hosteis.

Transporte pela Ilha do Marajó

Depois de nos acomodar, o Sérgio nos explicou sobre as opções de locomoção pela ilha (para chegar nas praias não dá pra ir a pé e não tem muitas opções de ônibus pela cidade), então poderíamos alugar moto ou bicicleta ou ficar nos locomovendo de táxi, o que sairia muito caro, então optamos pelo aluguel das bicicletas.

Ele levou dois de nós na motinha (sim, dois de nós, já já explico essa parte) dele pra alugarmos as bicicletas. Pagamos R$10 reais nas diárias das bicicletas mas… a grande maioria delas nem freio tinha, as condições são bem precárias. Nós estávamos com uma amiga inglesa e para ela era inconcebível pedalar sem os equipamentos de proteção como um capacete quanto mais pedalar uma bike sem freio, mas aos poucos ela foi se adaptando.

Soure, assim como toda Ilha, é muito rural, víamos 4 ou 5 pessoas em uma única moto, ninguém usando capacete. Era incrível como víamos pessoas carregando até mesas em cima de motos. As crianças então, iam praticamente penduradas nos pés!

Atrações em Soure

As atrações em Soure são basicamente búfalos e praias, além de lógico o Carimbó – dança típica da região.

Vocês já devem ter ouvido falar que Marajó é o lugar brasileiro com maior quantidade de búfalos. Eles estão por toda a parte! A polícia lá cavalga em búfalos e é portanto a bufalaria! As fazendas de búfalos são muito comuns e o prato típico é o bife marajoara, bife de carne de búfalo com queijo de mussarela de búfala, experimentei e é realmente muito bom.

Os búfalos lá são domesticados então são muito mansos e tem algumas fazendas, como a Fazenda São Jerônimo, que fazem os passeios para cavalgada nos búfalos, como não gosto muito de turismo com animais, até queria conhecer a fazenda mas não subiria no búfalo, no final acabei não conhecendo a Fazenda São Jerônimo. No lugar, acabamos por aproveitar a vida fazendeira em uma outra fazenda muito próxima da São Jerônimo, da Tia Sueli! A senhora é uma graça de pessoa e ela oferece almoço por R$10,00 por pessoa a vontade! E não, não escrevi errado! É realmente esse preço! E não é qualquer comida, foi arroz e feijão caseiros deliciosos, camarão e caranguejo de água doce catados na hora, farofa e suco de fruta natural que ela pega na horta dela! Tudinho feito na própria fazenda! Depois que descobrimos ela, só comemos lá e aproveitávamos pra fazer passeios de barco e ficar com os búfalos lá na fazenda dela mesmo e preferimos pagar o que pagaríamos na Fazenda São Jerônimo pra ela! A fazendinha dela fica no caminho da praia do pesqueiro, é o primeiro portão branco à direita depois da escola! Não tem muita identificação mas basta perguntar pela Tia Sueli ali que qualquer pessoa irá conhecê-la.

À parte dos búfalos, as praias são um capítulo a parte! Fomos na praia de Barra Velha e na praia do pesqueiro, ambas a cerca de 5km do hostel que estávamos, em direções opostas. As praias têm ondas, areia branquinha infinita, não é possível enxergar a outra margem, tem maré e tem cara de mar, mas não é… as praias em Soure são todas de rio, mas sério, a unica coisa que me convenceu que aquilo não era o mar, era que não tinha gosto de sal.

De bicicleta foi bem tranquilo chegar em ambas as praias! Não tem sinalização nenhuma na cidade mas com as explicações do Sérgio, conseguimos chegar facilmente (as ruas são numeradas lá, o que facilita bastante), mas chegávamos pingando de tanto sol que faz naquele lugar, então caprichem no protetor solar!

As fotos das praias falam por si mesmas! São lindas! Em ambas, há bastante estrutura com barracas mas é possível fechar com um barqueiro para atravessar para partes desertas das praias e aí dá pra aproveitar com muito mais tranquilidade! Os lugares são demais! Basta fechar com o barqueiro um horário pra ele te pegar de volta e ele estará lá no horário combinado! Pagamos R$10,00 o trecho para os barqueiros para fazer as travessias. Só cuidado com as marés, porque se a maré subir você ficará ilhado!!

Se puder, alugue uma moto e vá para outras praias além de Soure, ouvimos dizer que também são lindas!

A noite fomos no Carimbó, quarta-feira sempre é dia! Eles costumam apresentar o carimbó na casa de alguém e oferecem comida pelo preço de R$10,00! Comemos muito bem e nos divertimos muito de ver eles dançarem! É muito lindo assistir! Mesmo sendo muito tímida para essas coisas, eu arrisquei uns passinhos de leve, mas nossa amiga britânica arrasou na pista de dança!

Cerâmica Marajoara

A cerâmica marajoara é muito famosa e remonta de muito muito tempo atrás, muito antes do Brasil ser Brasil! Há basicamente duas maiores cerâmicas lá, e compramos um pouco de cada hehe, uma delas é mais tradicional e têm menos opções, mas particularmente achei mais bonita e no outro local, têm as opções mais modernas e muita variedade de coisas. Como essa era a última cidade do nosso roteiro, tínhamos deixado para comprar todos os presentes ali, e acho que fizemos um bom negócio porque é tudo muito bonito e é um presente bem típico da região!

No nosso último dia, almoçamos novamente na Tia Sueli, devolvemos as bicicletas e pegamos um taxi para o terminal e volta para Belém! Nessa última noite aproveitamos para jantar na Amazon Beer, que fica ali na Estação das Docas, e eu super recomendo porque adoro cervejas artesanais e todas as cervejas ali são feitas com frutas da região! São deliciosas.

Essa foi nossa última experiência em nossa viagem pela Amazônia. Tudo por lá me surpreendeu muito! Fiquei admirada em quantos turistas estrangeiros encontrei por lá e tão poucos turistas brasileiros! Eu tinha a impressão que essa era uma viagem cara e o meu interesse por conhecer o lugar começou a aparecer recentemente só, mas agora até me arrependo por não ter ido antes. É um local no Brasil super barato para se conhecer e de belezas que não podia nem imaginar!

Eu realmente espero que tenham gostado dessa séries de posts, e que eu consiga levar mais brasileiros para conhecer esse tesouro do nosso país! Se você já foi ou tem interesse pela Amazônia, comente aqui e nos deixe saber suas impressões!

Para acessar os outros posts da Série Amazônia, acesse aqui:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 thoughts on “Soure na Ilha do Marajó, uma viagem surpreendente

  • November 14, 2017 at 2:02 pm
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    Como uma pessoa alérgica a mosquitos vai pra essa região??? Que medinho! Hahahah Nosso Brasil tem lugares maravilhosos!! Parabéns pela divulgação das belezas do Pará!

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  • November 14, 2017 at 4:03 pm
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    Primeiro post que leio sobre a Ilha do Marajo. Sempre quis saber se ela está mesmo sendo soterrada pelo peso dos búfalos… Não sabia que era assim, achava que os búfalos não eram domesticados. Na minha viagem à África do Sul, quando estava no safari, até contei para o ranger (guia) sobre os búfalos da Ilha do Marajo, ele perguntou se era perigoso e eu disse que achava que era sim hehehe… Bom saber, lendo e aprendendo!

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  • November 16, 2017 at 12:51 pm
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    A Ilha de Marajó é um lugar especial,né? Tantas possibilidades de passeios e belissimas paisagens. Uma viagem que traz muitas experiencias diferentes e muita bagagem. Amamos as dicas de vocês!

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  • November 16, 2017 at 2:20 pm
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    Tudo que eu sabia sobre a Ilha de Marajó até o momento em que ela existia… rs fiquei encantada com a história dos búfalos, não tinha nem ideia!! as praias são realmente lindas, já quero conhecer

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